Resenha de The Black Dhalia
O décimo quarto livro do ano foi eleito por um caminho um tanto tortuoso: minha mãe viu o filme The Black Dhalia, gostou, eu fui na livraria e achei o livro, comprei para ela, ela leu, eu queria ler algo em inglês, peguei. O livro é do “national bestselling author” James Ellroy. Cheguei a enrolar para escrever a resenha desse porque, sinceramente, não tenho o que falar dele. É ruim? Não chega a ser. É bom? Também não. É um romance policial e só. Sobre um cara morbidamente obcecado por uma moça morta que ele nunca tinha visto na vida.
Tenho a impressão de que ele mediu com régua os intervalos em que iria inserir reviravoltas na história. Mais para o final do livro eu já estava treinada: hmmm, daqui a uns dois parágrafos ele vai descobrir algo novo na investigação. Bingo.
Eu ainda tinha alguma esperança de que o texto do autor falando sobre a obra, no final, ia trazer um pouco mais de sentido de existência para esse livro. Mas que nada, o fato de que a obsessão com a morta é meio real e tem a ver com a mãe dele, também assassinada, não tirou o caráter simplório do texto. Às vezes, ser simplório é bom. Nesse caso, ficou só chato mesmo.
Terminei de ler e curti mais um pouco segurar o paper back macio (pelo menos isso), antes de por ele num canto da mesa e colocar em destaque minha próxima leitura, para a qual eu estava ansiosa: As coisas que perdemos no fogo, de Mariana Enríquez. Veremos se terei minhas expectativas atendidas.
Isabela Torezan
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