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Que tia é essa
Resenha de Tia Júlia e o escrevinhador Meu quinto livro do ano foi um reencontro com um autor que já conhecia de duas outras ocasiões: Mario Vargas Llosa. A Folha de São Paulo mandou para o meu pai como “presente” para o assinante uma edição de Tia Júlia e o Escrevinhador. Tem capa dura, papel…
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Mal estar
Resenha de Desonra Se você anda não leu Desonra, de J.M.Coetzee, e pretende ler, não continue a partir do próximo parágrafo. Esse texto contém spoilers, na verdade ele é um spoilerzão, e eu respeito as pessoas que, assim como eu, têm aversão crônica a spoilers. Pronto, avisado, agora vou enrolar um pouco nesse parágrafo aqui…
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Julia
Resenha de Retorno a Brideshead Julia Flyte é o tipo de personagem secundário que eu queria que fosse o principal. Na verdade nem sei se ela é realmente secundária, porque livros em primeira pessoa sempre me confundem (hoje estou falando de Retorno a Brideshead, Evelyn Waugh, terceira leitura do ano). Parece meio egocêntrico escrever uma…
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Falta de sorte
Resenha de O falso mentiroso O Falso Mentiroso, do Silviano Santiago, foi meu segundo livro de 2018. É curtinho e a segunda semana do mês deu e sobrou para acabar com ele. Foi uma relação curta e poderia até ter sido menor, pela extensão do livro. Não foi porque relações com livros têm esse inconveniente:…
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Meu primeiro relacionamento do ano
Resenha de O gigante enterrado Eu acho que uma parte importante da relação que se tem com um livro (para mim, a leitura é um relacionamento completo) é tudo o que acontece antes de você começar a realmente ler. Como você chegou nesse livro? Como ele foi parar na sua mão? Alguém te deu? Você…
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Sob nova direção
Ele revirava o copo quase vazio nas mãos, dividido entre a vontade de tomar outra dose de uísque e a falta de ânimo de levantar da poltrona para buscar. Uma chuva fraca começava lá fora. Estava ali na poltrona desde as seis da tarde e a já mencionada falta de ânimo também o tinha impedido…
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Antes do texto
Antes de eu começar a escrever – quando ainda era só uma leitora deslumbrada – eu muitas vezes me perguntei de onde os escritores tiram inspiração. Eram tantas histórias loucas que eu lia, tantas ideias complexas. Qual tinha sido a fagulha que deu vida aos personagens que se apresentavam para mim já como seres completos?…
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Eu e o poste
Mudar de casa é sempre estressante e cansativo. Meu humor já não estava lá essas coisas, sempre piora quando estou em bloqueio criativo. A raiva que me dá, o sentimento de inutilidade por passar dias sem escrever uma linha, é terrível. E apareceu a mudança no meio. Nem tive ânimo de me instalar na nova…
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Eu não acho que chuva é romântica
Eu pensei seriamente em não sair mais de casa. Hoje em dia, dá para comprar tudo pela internet. Meu trabalho sempre foi home office, e quanto a exercício físico, uns minutos na esteira resolvem. Porque é muito constrangedor andar assim por aí. Quantas pessoas você conhece que andam com uma nuvenzinha permanentemente chovendo em cima…
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Para mudar de ideia
Eu não acreditava em fantasmas. Quando a Amanda entrou pela janela, flutuando em sua essência etérea transparente, eu disse isso a ela. Viva, Amanda tinha sido uma mulher séria, de pouco drama. Mas morta, foi só ouvir isso de mim que começou a chorar. Choro de fantasmas é horrível de ouvir, se eu acreditasse em…