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Isso é mágica
É fácil conquistar uma leitora escrevendo coisas com que ela se identifica. Difícil é a arte de agradar (a mim, leitora exigente) com um texto que fala de coisas que a tal leitora não sente nem pensa. Acabei de comprar e ler É preciso dizer as palavras mágicas, da Amanda Damasio, e o que pensei…
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Dublinense – quinze
Eu não tenho medo de morrer. Nunca tive. Não acredito em inferno, purgatório ou qualquer coisa ruim que suceda a morte, logo não há de que ter medo. Na verdade, não acredito nem em alguma coisa boa que suceda a morte, isso talvez fosse motivo para medo. Do infinito tenho medo, do vazio, da continuação…
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Dublinense – cinco
Uma gaivota trombou com toda a força na porta de vidro do mercado, e caiu no chão, e seu pequeno corpo branco e macio ondulou em espasmos de morte durante os segundos que consegui assistir antes de entrar correndo e procurar leite de aveia e manteiga de amendoim como se fossem os produtos que iriam…