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Águas passadas
No rio da minha memóriaNadam vivos nomes, sobrenomes e muitos dejà-vusVelejam invictos os títulos de muitos livrosE as vergonhas de outras décadasAprenderam nado profissionalO rio da minha memóriaÀs vezes tem as águas turvasE as recordações doces, que ainda não sabem boiarNão acham o caminho para vir à tonaEnquanto traumas flutuam com suas barrigas inchadasQuando o…
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Dublinense – dezessete
Um cara me parou a caminho do parque perguntando se podia me fazer uma pergunta, apenas uma pergunta. Não, eu não queria uma pergunta aqui, agora, nessa rua lotada de gente num domingo de tarde, porque ele me escolheu? Casaco preto fechado indo das minhas canelas até o queixo, óculos escuros em pleno dia nublado,…